0

SUA EMPRESA TEM OUVIDOS PARA SEUS FUNCIONÁRIOS?

Download PDF

LEAD

Em geral as grandes empresas colocam à disposição de seus clientes ou consumidores diversos serviços de atendimento. Pode-se falar com elas por meio de SAC, por Internet ou telefone. Outros mecanismos de rede social também podem servir de ouvido para quem deseja acessar uma empresa para reclamações, pedidos ou esclarecimentos. Algumas empresas colocam até Ombudsman, como canal especial de reclamação e/ou crítica.

É certo que nem tudo funciona bem. Mas os múltiplos “canais de audição” estão lá mesmo que sejam para tentar demonstrar o quanto as empresas “respeitam” o cliente, fazendo questão de ouvi-los.
A minha questão agora é outra: COMO OS FUNCIONÁRIOS SÃO OUVIDOS NAS SUAS EMPRESAS? QUE CANAIS A ORGANIZAÇÃO DISPONIBILIZA PARA OUVI-LOS? NESSE SENTIDO QUAL O PAPEL DO RH?

O LÍDER EM PRIMEIRO LUGAR

O LÍDER imediato (na verdadeira acepção do termo) deve ser o primeiro e fundamental canal para ouvir o funcionário. Aliás, é uma de suas funções. Para isso deve não só manter a tal “política de portas abertas” mas também ter a “cara aberta”, pronta para acolher em sua sala o liderado. É comum as empresas pregarem essa prática do “opendoor” que nem sempre funciona com todos os “chefes”, porque alguns detestam ouvir funcionários a não ser para falarem de “trabalho”.
O verdadeiro LÍDER abre espaço em sua agenda para diálogos com seus liderados. Ouvir as pessoas também lhe permite uma leitura do “clima” de sua área e da própria empresa.

O FUNCIONÁRIO PRECISA SER OUVIDO

Cito, entre muitas, algumas situações que demandam da empresa a abertura de canais para ouvir seus funcionários.
1- O funcionário está sofrendo assédio moral por parte de seu chefe. É evidente que alguém deve ouvi-lo. Nesse caso pode seu o “líder mediato” ou uma área do RH definida com essa atribuição. Dependendo do caso, pode ser um gerente, um profissional do Serviço Social ou até o Diretor de RH.
2- O funcionário está com problemas financeiros e de endividamento. Pode ter escrúpulos em falar com seu líder. O Serviço Social está qualificado para ouvi-lo , mantendo o sigilo e dando encaminhamento correto segundo as próprias políticas da empresa.
3- O funcionário tem problemas de doença grave e não quer que ninguém saiba. Pode procurar o mesmo Serviço Social e o médico da área de saúde.
4-O funcionário tem uma denúncia grave a fazer, estando no meio de alguma corrupção e não quer ser envolvido. Sabe de algum desfalque que a empresa pode sofrer.Evidente que o caso pode exigir que até o presidente abra suas portas para ouvi-lo. O Diretor de RH e/ou Diretor de sua área ( claro, se este não estiver também envolvido) podem levá-lo até o presidente.
5-Algumas situações relativamente mais simples: o funcionário está insatisfeito na sua área, com o trabalho que faz, com os critérios de promoção, com oportunidades de desenvolvimento. Além de ser ouvido pelo seu Líder, pode ser encaminhado a técnicos especializados em “coaching” , internamente ou externamente.

O RH DEVERIA SER O MANTENEDOR DESSES “OUVIDOS DESENTUPIDOS”

Está aí um papel importante da área de RH, que anda sempre em “crise existencial” , discutindo seu papel e sua importância estratégica : ser uma espécie de “cotonete” da organização, estimulando os líderes a manterem seus ouvidos bem abertos , com as  portas de suas salas escancaradas para acolherem seus funcionários em situações como as descritas acima.
Os funcionários terão aumentada sua confiança na organização e esta “lucrará” com equipes mais motivadas e comprometidas.
Sei que algumas empresas mantêm um certo “serviço secreto” para denúncias anônimas. Tenho, particularmente, sérias dúvidas quanto à eficácia desse mecanismo.Por experiência própria,avalio que os danos são muito maiores que os benefícios.

LÍDERES PREPARADOS, RH HUMANIZADO COM FOCO REAL NAS PESSOAS E VALORES VERDADEIRAMENTE “OPERANTES” NA CULTURA ORGANIZACIONAL DEVEM PRIVILEGIAR OUVIR OS FUNCIONÁRIOS EM SUAS MÚLTIPLAS NECESSIDADES.

Download PDF

Milton Pereira

Há mais de 30 anos como executivo de grandes empresas, hoje atua como Consultor em Liderança, Comunicação e Educação Corporativa.

Deixe seu comentário