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SUA EMPRESA DESENVOLVE LÍDERES OU LIDERANÇA?

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No dia a dia a gente vai usando termos e mais termos muitas vezes sem dar conta do seus significados, suas interpretações e suas aplicabilidades na empresa. Isso favorece a “Torre de Babel” com que as pessoas (não) se comunicam dentro da empresa.

“Treinamento de líderes” seria a mesma coisa que “treinamento de liderança” ? Ou seria melhor falar-se em “desenvolvimento” ao invés de “treinamento”?

Os frequentadores da “Torre” não veem importância nisso e até acham que tudo é a mesma coisa.Gostaria de refletir sobre essa nada “sutil” diferença, mostrando o que ela representa em termos de ações e suas consequências no desenvolvimento das pessoas.

CONCRETO E ABSTRATO

Recorro à velha gramática portuguesa. “Líder” é substantivo concreto. “Liderança” é substantivo abstrato, ou seja só existe porque sua existência depende da existência do substantivo concreto “Líder”. Explicando melhor: Liderança é o estado de quem é Líder. Vale o mesmo raciocínio para ” o pobre” e ” a pobreza”, “o rei” e “o reinado”, “o feio” e “a feiura” etc.

Assim, por exemplo, sendo eu um líder, é certo que exerço a liderança. Será que, sendo “chefe”,eu exerceria “liderança” ou exerceria “chefia”(abstrato de chefe)?  Mais ainda: E , não sendo chefe, poderia eu exercer a liderança?

É certo,então, que nem todo líder é chefe e que nem todo chefe é líder?

Será que os da “Torre” ainda acham que tudo isso não faz a mínima diferença?

SOU LÍDER OU ESTOU LÍDER?

Acho legal assumir-se que uma pessoa é Líder quando em “estado de Liderança”. E qualquer funcionário pode estar em “estado de Liderança” . Isso significa que a pessoa pode estar coordenando equipe, sendo responsável por um projeto ou desenvolvimento de um produto. Pode ad hoc estar no comando de uma operação sobre a qual tenha o melhor domínio. Pode ser designado para uma tarefa especial em que, para desenvolvê-la, tenha que aglutinar pessoas de áreas diferentes. Há,enfim, inúmeras situações em que um funcionário se vê na condição de líder.

Para os cargos institucionais de chefe, gerente ou diretor , o “estado de liderança” deveria ser permanente, ou seja o pressuposto de toda empresa hoje em dia é de que para esses cargos LIDERANÇA é condição sine qua non.

Para mim lidera na organização quem faz a gestão de um projeto,processo, ,produto, operação etc. Além da competência em gestão, liderança implica coordenar equipe,orientá-la, influenciar,gerar confiança, estabelecer propósito,criar condições de manter as pessoas motivadas etc. E mais ainda, a liderança se completa com os resultados obtidos, com transformação/influência nos ambientes interno e externo, com inovação, com valor alcançado etc.

Isso pode ocorrer nas mais variadas amplitudes e complexidades.Haverá, portanto,líderes com áreas de maior ou menor “profundidade”. O impacto da ação será obviamente proporcional ao nível de profundidade de cada intervenção.

LIDERANÇA, TEMA TRANSVERSAL

Por tudo que expusemos, LIDERANÇA deveria ser um “tema transversal” no desenvolvimento de todas as pessoas dentro da empresa.Os planos de desenvolvimento de qualquer funcionário deveriam contemplar a “cadeira” LIDERANÇA. Todos devem manter-se em “estado de prontidão” para liderar.

O desafio é definir bem como esse tema deveria ser tratado. Qual seria o conteúdo desse “treinamento” para os diferentes níveis organizacionais? Desafio ou utopia?

 

 

 

 

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Milton Pereira

Há mais de 30 anos como executivo de grandes empresas, hoje atua como Consultor em Liderança, Comunicação e Educação Corporativa.

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