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QUEM É O “DONO” DE SUA CARREIRA?

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LEAD

Claro que todos dariam a mesma resposta a essa pergunta : “SOU EU MESMO”.

Parece óbvio, mas não é tão óbvio assim como veremos.

QUANDO O CHEFE QUER SER O “DONO”

São mais comuns que se imaginam situações em que os “chefes” consideram os “subordinados” sua “propriedade”. São criaturas que querem controlar os caminhos profissionais e até a própria vida dos seus “súditos”. Como se fossem eles os únicos responsáveis pelas competências e pelos estágios de carreira alcançados pelos “subordinados”. Como se o salário pago saísse do seu próprio bolso (e isso não é exagero de minha parte).

Não cedem seus funcionários para outras áreas, boicotam comunicados sobre oportunidades internas de carreira e , quando o funcionário bate o pé e participa de algum processo seletivo, ficam tomados de ódio, ciúme ou mágoa, sentindo-se traídos. Provocam “saia justa” com seus pares, considerados “aliciadores de funcionários alheios”. Os casos ,muitas vezes ,vão parar na presidência ou em reunião de diretoria.

Essas “personagens” pertencem a uma “casta” ainda existente de chefes autocratas que abusam dos “possessivos” na primeira pessoa: minha área, meus funcionários, meu espaço.Não consideram que a empresa está acima de sua “propriedade privada”. Que os interesses da empresa se sobrepõem aos interesses de cada “cubículo”. Que o funcionário,antes de tudo,pertence à organização.

QUANDO A EMPRESA,VIA RH,QUER DEFINIR OS TRILHOS

Muitas empresas primam por ter programas para tudo.Usam e abusam de processos mecanicistas para , de uma forma até parecida com o “serviço público”, detalhar passos, trilhos de carreira, condições,tempo etc.Tudo está manualizado e é coordenado pela área de RH. Um “festival” de normas preveem tudo ou quase tudo.O funcionário entra na empresa no nível X, depois de Y anos vai para a posição Z…e assim vai definindo os passos de cada um. Isso é feito para que ninguém levante a lebre de que não há na empresa “plano de carreira”. Os chefes se isentam de ter que responder a questionamentos de sua equipe.Eles simplesmente jogam a bola para o RH que,por sua vez,direciona o questionador para a leitura de normas da empresa. E ponto.Não pode haver brecha para questionamento.

Os trilhos nesse caso substituem as trilhas. E o funcionário entra numa “roda viva” sem perspectiva de escolher as melhores alternativas de carreira.A definição vem “goela abaixo”.

QUANDO O PRÓPRIO FUNCIONÁRIO DELEGA E COBRA

Não é também incomum a situação em que o funcionário,para ter alguma boa desculpa por não crescer na organização ou até para se demitir, joga sobre ela a culpa por não lhe proporcionar um “plano de carreira” . É aquele que não “cava seu espaço”, que não se empodera, que não busca aprendizado,que sabe que há outros colegas mais capacitados e que,por isso, procura uma desculpa pelo seu “fracasso”. Quer que a empresa lhe defina os passos para o seu crescimento. Quer tudo de “mão beijada”. Atira em todas as direções sem tomar atitude alguma proativa.

A CARREIRA PERTENCE AO FUNCIONÁRIO. ELE APROVEITA AS OPORTUNIDADES QUE A EMPRESA DEVE OFERECER. CADA CAMINHO É ELE MESMO QUEM FAZ. A EMPRESA DEVE-LHE DAR APENAS “RÉGUA” E “COMPASSO”.

VALE TAMBÉM REFLETIR SOBRE OUTROS VERSOS FAMOSOS: “QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER”.

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Milton Pereira

Há mais de 30 anos como executivo de grandes empresas, hoje atua como Consultor em Liderança, Comunicação e Educação Corporativa.

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